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  Educação

Petrópolis autoriza aulas presenciais, mas parte das escolas particulares se recusa a abrir e aulas no Liceu foram suspensas

Roberta Müller – especial para o Diário

          Petrópolis começou a retomar nesta segunda-feira (3) as aulas presenciais no sistema híbrido (incluindo também as aulas online), mas nem todas as instituições autorizadas decidiram pela reabertura. O decreto do município, publicado na última sexta (30), liberou a volta dos estudos presenciais para alunos do 3º ano do Ensino Médio da rede municipal, que funciona apenas no Liceu Municipal Prefeito Cordolino Ambrósio, e também para as turmas do 3º ano do Ensino Médio e 1º ano do Ensino Fundamental na rede privada.

Mas, neste primeiro dia de autorização, as aulas no Liceu foram suspensas e muitas escolas particulares decidiram por continuar com o trabalho remoto. Já nos colégios estaduais as aulas presenciais seguem interrompidas, seguindo um decreto do estado.  

“Esse retorno é um absurdo total, em plena bandeira vermelha, colocar em risco a vida das pessoas. Fizemos uma reunião hoje (ontem) com a prefeitura e as aulas do Liceu foram suspensas até segunda ordem. E fizemos uma nova reivindicação ao prefeito”, explicou a representante do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE-Petrópolis), Rose Silveira, lembrando que muitas escolas da rede privada decidiram não abrir nesta segunda. “Parabenizamos as escolas da rede privada que não aceitaram isso, que se negaram a começar. Mesmo tendo o Selo e autorização preferiram resguardar a vida”, completa.

Para quem voltou, nas aulas, os alunos precisam respeitar o distanciamento de 1,5 metro. Além disso, as escolas recebem o limite máximo de 50% do número de alunos da turma, e precisam ter o Selo Escola Segura, que é recebido após vistoria da prefeitura.

          Também para o presidente do Sindicato dos Professores de Petrópolis e região (Sinpro), Frederico Fadini, a classe ainda é contrária ao retorno neste momento. “Em primeiro lugar, no momento de agravamento da pandemia, nós não achamos interessante o retorno das aulas. As condições sanitárias não permitem. Em segundo, nós achamos muito estranho o prefeito ter separado as escolas públicas e privadas. Desde o início, as duas redes – a privada e a pública – estavam sendo tratadas da mesma forma. E nesse caso, quando separou, no caso das escolas privadas o protocolo não foi cumprido, o protocolo foi acelerado”, explica.

          Ainda segundo ele, o retorno deveria ocorrer em etapas, série por série. “Então, na visão do Sinpro, ele (o prefeito) passou por cima do Conselho Municipal de Educação (COMED), que é um órgão deliberativo e não somente consultivo, que não tinha autorizado esse retorno. E também não cumpriu o protocolo que o grupo de trabalho apresentou. Que foi aprovado e inclusive assinado pelo prefeito”, completa.

A Prefeitura informou que 34 escolas foram vistoriadas até agora. Destas, 26 obtiveram o Selo Escola Segura, que é pré-requisito para o início do funcionamento com modelo híbrido (com aulas online e presenciais). É importante lembrar que as unidades de ensino não podem obrigar a participação dos estudantes nas aulas presenciais, sendo direito dos pais e/ou responsáveis fazer a opção, se assim preferirem, pela manutenção das aulas de maneira remota, como acontece atualmente. Petrópolis está neste momento na bandeira laranja, com risco moderado, de acordo com os critérios da matriz de risco estadual.

Importante frisar que o plano de retorno está sendo seguido à risca na rede municipal e, na rede privada, o município adotou escalonamento, começando pelo 3º ano do Ensino Médio e o 1º ano do Ensino Fundamental (alfabetização). Sobre o Liceu, não houve aula nesta segunda-feira. Professores solicitaram uma reunião para discutir questões relacionadas às aulas. Eles já se reuniram com a secretária Márcia Palma e um novo encontro está marcado para esta terça-feira.

 

Escolas estaduais ainda não voltam

Já as escolas estaduais ainda não têm data para retomar as aulas presenciais, segundo o diretor Regional Administrativo - Serrana I, Jelcy Corrêa Jr. “Nossas escolas estaduais respeitam os Decretos Municipais ou o Decreto e resolução Estadual, aquele que for mais restritivo. Na nossa regulamentação, só admitimos aulas presenciais se a bandeira que sinaliza os riscos forem: Laranja, Amarela ou Verde. No caso de Petrópolis, esta semana ainda estamos com bandeira Vermelha, o que significa que não teremos aulas presenciais”, explica.

 

Retomada será gradual

Segundo o governo municipal, a retomada das aulas é gradual, respeitando calendário que prevê intervalos de no mínimo uma semana entre cada etapa da flexibilização.

Vale lembrar que a opção pelo sistema híbrido não é obrigatória, ou seja, os pais e/ou responsáveis que preferirem podem manter os estudantes apenas com ensino remoto, como aconteceu até agora.

Ainda de acordo com a prefeitura, o Selo Escola Segura é obrigatório para as aulas no modelo híbrido. As instituições precisam atender requisitos exigidos pela Comissão de Vistoria, formada por representantes da Vigilância Sanitária, Secretaria de Educação e grupo de trabalho.



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