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  VACINA

Alerta: é preciso melhorar inclusão de dados sobre vacinação no Brasil

Foto:  Leonardo Oliveira - FioCruz 

Fiocruz

Os dados sobre vacinação no Brasil estão bastante incompletos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe). O sistema contém as variáveis necessárias para o monitoramento da pandemia em diversos aspectos, como as tendências sócio demográficas de casos e óbitos e a efetividade da vacinação. Porém, essas variáveis não vêm sendo devidamente preenchidas pelas equipes de Saúde, tanto da rede pública quanto do setor privado. Sobrecarregadas pela pandemia e com pouco treinamento e equipamentos, essas equipes enfrentam muitas dificuldades para o registro adequado das informações.

Essa foi a conclusão a que chegaram os pesquisadores do Instituto de Comunicação e Informação Científica em Saúde (Icict/Fiocruz) ao analisar os registros de notificação de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com diagnóstico laboratorial de Covid-19, dentro da base de dados do Sivep-Gripe. É grande a quantidade de registros sobre pacientes que tomaram a primeira e a segunda vacina que não foram preenchidos ou que trazem apenas a palavra “ignorado”, de acordo com a recém-publicada Nota Técnica nº 20 do sistema MonitoraCovid-19, intitulada Qualidade dos dados de vacinação nas unidades de saúde de atendimento para Covid-19.

Os dados analisados no estudo foram as novas variáveis inseridas no Sivep-Gripe após o início da vacinação, que passaram a ser preenchidas no momento da hospitalização. Nessas novas variáveis, as unidades de saúde públicas e privadas informam se o paciente com SRAG foi vacinado, qual a data da primeira e da segunda vacina e a numeração dos lotes de ambas as vacinas. 

Apesar da importância do preenchimento dessas informações, a grande maioria dos registros está incompleta, vazia ou com erro. Em estados como Amapá e Mato Grosso do Sul, por exemplo, foi informado ao Sivep-Gripe que mais de 90% dos pacientes internados estavam vacinados. Porém, apenas 6% (AP) e 21% (MS) dos registros trazem a data da primeira dose – na maioria dos casos, o campo foi preenchido com a palavra “ignorado”. Situações similares se repetem nos lançamentos da grande maioria dos estados, em diferentes proporções.

NECESSIDADE DE INVESTIMENTOS

 

“A análise da efetividade da vacinação é extremamente necessária. Não temos dúvidas da importância da imunização para o controle da pandemia. O que alertamos, neste estudo, é quanto à fragilidade de dados que são essenciais para amparar a comprovação científica quanto a essa efetividade. Precisamos de uma melhoria da qualidade dos dados”, analisa Diego Xavier, especialista em Saúde Pública da Fiocruz e um dos responsáveis pelo estudo do Icict.

A Nota Técnica alerta que “análises que são veiculadas com base nos dados disponibilizados de forma aberta não devem ser consideradas para avaliação de efetividade dos imunizantes sem que haja um cuidado criterioso sobre a qualidade e a correção desses registros” e destaca, como fundamental para a solução do problema, o “investimento massivo em infraestrutura, treinamento e contratação de equipes para registro dos dados” de Saúde em nível nacional. 

Enquanto a coleta dessas informações não se torna uma prática das unidades de saúde, Xavier propõe que se utilizem os dados coletados em alguns hospitais (destacados na Nota Técnica), onde as variáveis têm maior qualidade, que podem atuar como unidades sentinela, isto é, como uma amostra dos padrões reais que cada cidade ou região pode estar apresentando em relação à efetividade da campanha de vacinação.

 

Alerta: é preciso melhorar inclusão de dados sobre vacinação no Brasil

 

 

Fiocruz

 

Os dados sobre vacinação no Brasil estão bastante incompletos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe). O sistema contém as variáveis necessárias para o monitoramento da pandemia em diversos aspectos, como as tendências sócio demográficas de casos e óbitos e a efetividade da vacinação. Porém, essas variáveis não vêm sendo devidamente preenchidas pelas equipes de Saúde, tanto da rede pública quanto do setor privado. Sobrecarregadas pela pandemia e com pouco treinamento e equipamentos, essas equipes enfrentam muitas dificuldades para o registro adequado das informações.

Essa foi a conclusão a que chegaram os pesquisadores do Instituto de Comunicação e Informação Científica em Saúde (Icict/Fiocruz) ao analisar os registros de notificação de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com diagnóstico laboratorial de Covid-19, dentro da base de dados do Sivep-Gripe. É grande a quantidade de registros sobre pacientes que tomaram a primeira e a segunda vacina que não foram preenchidos ou que trazem apenas a palavra “ignorado”, de acordo com a recém-publicada Nota Técnica nº 20 do sistema MonitoraCovid-19, intitulada Qualidade dos dados de vacinação nas unidades de saúde de atendimento para Covid-19.

Os dados analisados no estudo foram as novas variáveis inseridas no Sivep-Gripe após o início da vacinação, que passaram a ser preenchidas no momento da hospitalização. Nessas novas variáveis, as unidades de saúde públicas e privadas informam se o paciente com SRAG foi vacinado, qual a data da primeira e da segunda vacina e a numeração dos lotes de ambas as vacinas. 

Apesar da importância do preenchimento dessas informações, a grande maioria dos registros está incompleta, vazia ou com erro. Em estados como Amapá e Mato Grosso do Sul, por exemplo, foi informado ao Sivep-Gripe que mais de 90% dos pacientes internados estavam vacinados. Porém, apenas 6% (AP) e 21% (MS) dos registros trazem a data da primeira dose – na maioria dos casos, o campo foi preenchido com a palavra “ignorado”. Situações similares se repetem nos lançamentos da grande maioria dos estados, em diferentes proporções.

NECESSIDADE DE INVESTIMENTOS

 

“A análise da efetividade da vacinação é extremamente necessária. Não temos dúvidas da importância da imunização para o controle da pandemia. O que alertamos, neste estudo, é quanto à fragilidade de dados que são essenciais para amparar a comprovação científica quanto a essa efetividade. Precisamos de uma melhoria da qualidade dos dados”, analisa Diego Xavier, especialista em Saúde Pública da Fiocruz e um dos responsáveis pelo estudo do Icict.

A Nota Técnica alerta que “análises que são veiculadas com base nos dados disponibilizados de forma aberta não devem ser consideradas para avaliação de efetividade dos imunizantes sem que haja um cuidado criterioso sobre a qualidade e a correção desses registros” e destaca, como fundamental para a solução do problema, o “investimento massivo em infraestrutura, treinamento e contratação de equipes para registro dos dados” de Saúde em nível nacional. 

Enquanto a coleta dessas informações não se torna uma prática das unidades de saúde, Xavier propõe que se utilizem os dados coletados em alguns hospitais (destacados na Nota Técnica), onde as variáveis têm maior qualidade, que podem atuar como unidades sentinela, isto é, como uma amostra dos padrões reais que cada cidade ou região pode estar apresentando em relação à efetividade da campanha de vacinação.

 

 

Fiocruz 

Os dados sobre vacinação no Brasil estão bastante incompletos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe). O sistema contém as variáveis necessárias para o monitoramento da pandemia em diversos aspectos, como as tendências sócio demográficas de casos e óbitos e a efetividade da vacinação. Porém, essas variáveis não vêm sendo devidamente preenchidas pelas equipes de Saúde, tanto da rede pública quanto do setor privado. Sobrecarregadas pela pandemia e com pouco treinamento e equipamentos, essas equipes enfrentam muitas dificuldades para o registro adequado das informações.

Essa foi a conclusão a que chegaram os pesquisadores do Instituto de Comunicação e Informação Científica em Saúde (Icict/Fiocruz) ao analisar os registros de notificação de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com diagnóstico laboratorial de Covid-19, dentro da base de dados do Sivep-Gripe. É grande a quantidade de registros sobre pacientes que tomaram a primeira e a segunda vacina que não foram preenchidos ou que trazem apenas a palavra “ignorado”, de acordo com a recém-publicada Nota Técnica nº 20 do sistema MonitoraCovid-19, intitulada Qualidade dos dados de vacinação nas unidades de saúde de atendimento para Covid-19.

Os dados analisados no estudo foram as novas variáveis inseridas no Sivep-Gripe após o início da vacinação, que passaram a ser preenchidas no momento da hospitalização. Nessas novas variáveis, as unidades de saúde públicas e privadas informam se o paciente com SRAG foi vacinado, qual a data da primeira e da segunda vacina e a numeração dos lotes de ambas as vacinas. 

Apesar da importância do preenchimento dessas informações, a grande maioria dos registros está incompleta, vazia ou com erro. Em estados como Amapá e Mato Grosso do Sul, por exemplo, foi informado ao Sivep-Gripe que mais de 90% dos pacientes internados estavam vacinados. Porém, apenas 6% (AP) e 21% (MS) dos registros trazem a data da primeira dose – na maioria dos casos, o campo foi preenchido com a palavra “ignorado”. Situações similares se repetem nos lançamentos da grande maioria dos estados, em diferentes proporções.

NECESSIDADE DE INVESTIMENTOS

 

“A análise da efetividade da vacinação é extremamente necessária. Não temos dúvidas da importância da imunização para o controle da pandemia. O que alertamos, neste estudo, é quanto à fragilidade de dados que são essenciais para amparar a comprovação científica quanto a essa efetividade. Precisamos de uma melhoria da qualidade dos dados”, analisa Diego Xavier, especialista em Saúde Pública da Fiocruz e um dos responsáveis pelo estudo do Icict.

A Nota Técnica alerta que “análises que são veiculadas com base nos dados disponibilizados de forma aberta não devem ser consideradas para avaliação de efetividade dos imunizantes sem que haja um cuidado criterioso sobre a qualidade e a correção desses registros” e destaca, como fundamental para a solução do problema, o “investimento massivo em infraestrutura, treinamento e contratação de equipes para registro dos dados” de Saúde em nível nacional. 

Enquanto a coleta dessas informações não se torna uma prática das unidades de saúde, Xavier propõe que se utilizem os dados coletados em alguns hospitais (destacados na Nota Técnica), onde as variáveis têm maior qualidade, que podem atuar como unidades sentinela, isto é, como uma amostra dos padrões reais que cada cidade ou região pode estar apresentando em relação à efetividade da campanha de vacinação.

 



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